... compartilha doritos.Bom, tá bem claro o quanto esse blog andava abandonado e, teoricamente, quais seriam as perspectivas de torna-lo novamente ativo.
Quem me conhece sabe bem da minha disciplina (rum-rum) em manter qualquer tipo de rotina, portanto, informo-lhes que o blog retorna hoje, porém, ficará sempre incognito se irá se manter amanhã, depois, e depois...
Voltando ao que interessa, eu estava essa noite vasculhando os tópicos de uma comunidade qualquer no orkut e me deparo com o seguinte título:
Doritos é homofóbico.O tópico tratava-se de uma retaliação ferrenha não a propaganda do produto, mas à
reação de ativistas homossexuais a essa propaganda, divulgada em um blog.
Percebe-se que o criador do tópico tem um domínio bastante plausível das suas argumentações
(ou um domínio plausível do
ctrl + c / ctrl + v), porém é notável a inclinação pra salvador da verdade, da ciência e da intelectualidade que ele pontua na argumentação.
Confesso que achei interessante a idéia de divulgar aqui, na verdade, as discussões que se sequenciam comumente nas comunidades mais distintas do orkut, mas deixo claro, de antemão, que a prentesão é de apenas publicar aqui os meus pontos de vista. Ou seja, minha própria visão sobre o debate. Quem quiser ter acesso ao debate em sua amplitude, me procure por e-mail, pelo próprio orkut ou outro contato quaisquer que tenha comigo.
E, como havia dito, fica aqui minha argumentação postada originalmente no tópico anteriormente citado.
E fiquem a vontade pra me xingar, caso queiram. (Mentira, ok?)
Sobre a recepção da propaganda: Teoria da Conspiração ativamente aplicada.
Sobre o comentário que se seguiu em reação a isso: Adimito que ficou um pouco confuso já que o discurso hora se mostra meramente uma explanação em contradição a determinadas posturas/reações, hora me parece uma resposta a um comentário anterior (excluido?).
Bom, o fato é que, discordo de ambas as posturas. (tanto de 'ativistas', como em reação a eles) Quem aqui é o que pra definir o que é certo e o que é errado?
Séculos e séculos, milenios e milenios se tecem e a humanidade não conseguiu definir um conceito irrefutável a respeito de NADA.
Não existem conceitos inatos. Os conceitos são construidos socialmente, culturalmente, historicamente e até politicamente.
Não sejamos (com perdão do termo) burros a ponto de querer definir o indefinivel. Aspirações à salvador de toda produção filosofica e intelectual são, no mínimo, ridículas.
Entendam que eu não estou aqui criticando uma colocação, teoria, um ponto de vista especificamente. Estou sim, criticando (humildemente falando) essa mania que a humanidade em geral (salvo rarissimas exceções) tem de definir tudo, de pragmatizar tudo, de estabelecer paradigmas indestrutiveis, verdades incontestaveis.
Sejamos humildes, meus caros, a verdade é aquilo que se aprende e se apreende. Essa atitude positivista e anacronica de fundamentar discursos nas ciencias ("ciencias" de um modo geral), por si só já se prova inconcebível.
Ora, fosse assim, a história já teria chegado a um fim, como acreditavam certos teóricos do início do séc. XX. Ora, se as ciências já possuem seus axiomas inexoraveis, seus paradigmas, suas verdades incontestaveis, o que tanto ainda se busca explicar? Como se explica noções, axiomas e "verdades" derrubadas ao longo de toda a história? O que é o advento e aceitação (por tantos) do pós-modernismo, no seu sentido mais amplo possível, como desconstrutor de paradigmas, se não uma contraposição a tudo que se estabelece como fato ou verdade?
Abstenham-se dos conceitos, do certo e do errado, das fundamentações e das verdades pré-estabelecidas, no fundo elas nada provam.
A humanidade tem hoje necessidades mais urgentes e imediatistas do que teorizações sobre certo e errado.
Enfim, vestir-se de libertador da realidade é o mesmo que tentar se jogar do 15º andar acreditando-se o super-homem.
Hão de concordar (ou não, fiquem a vontade... rs) que - usando o tema que gerou o debate - um grupo (homossexual) que defende a liberdade de toda expressão (em sentido amplo)e hipocritamente repreende uma forma (seja ela qual for) dessa expressão e, um grupo que diz estar salvo de conceitos pré-determinados e também hipocritamente se fundamenta e alicerça em paradigmas cientificos (ou nos religiosos), ditos experimentais na maioria das vezes, só compoem e expoem, infelizmente, a mediocridade dos nossos debates.
Convenhamos que concordar ou discordar é digno de qualquer ser humano, mas embasar conceitos como verdades é pretensão demais, ao meu ver.
Eu pessoalmente não tenho pretensão alguma de re-criar paradigmas. Vê-los ao chão já me é suficiente.
E daí se a ciencia (ou a religiao) me diz que eu nao posso sentar na mesa e escrever na cadeira?
E daí também se os contrários a tudo que é "natural" me dizem que eu posso sim sentar na mesa e escrever na cadeira?
Eu posso querer ir contra a ordem, e também posso querer me manter obediente a ordem. É a contradição inerente (e talvez seja essa a unica caracteristica de fato inerente ao ser) ao ser humano que me põe em condição de ir de encontro a toda e qualquer concepção. A democracia me dá o direito de não ser democrática.Bom, pra quem ficou curioso, segue ai os vídeos da campanha.
Like a VirginYMCAAbraços e até a proxima postagem.
(isso se ela existir =] )